Todo e qualquer fato pode ser associado à geografia. Não é a toa que ela é a disciplina da atualidade.

Retorno incerto…

Ishinomaki, na Província de Miyagi, nordeste do Japão, praticamente não existe mais. A cidade portuária, em que viviam cerca de 160 mil pessoas, foi varrida pelo tsunami da semana passada, e cerca de 10 mil moradores ainda continuam desaparecidos. Até agora, perto de 2 mil foram confirmados mortos.

Muitos sobreviventes estão alojados na Escola Primária Kama e é lá que estão 30 crianças japonesas, entre 8 e 12 anos, que esperam pacientemente, e em silêncio, os pais irem buscá-las, segundo mostrou uma reportagem da TV japonesa.

Até agora ninguém deu sinal de vida, e poucos na escola acreditam que esses pais aparecerão. Os professores dizem que algumas destas crianças sabem que seus pais estão entre os desaparecidos e que talvez nunca atravessem o portão da escola.

Mas ninguém diz nada. Não riem. Nem choram. Passam o dia lendo livros ou brincando com cartas, isolados no terceiro andar da escola.

O silêncio deles, segundo as pessoas que acompanham a história, é de cortar o coração e contrasta com o barulho que vem de fora, das outras crianças que gritam, correm e se divertem ao redor do refúgio.

Parentes e professores não deixam ninguém chegar perto. Temem que até o ruído da porta se abrindo possa dar falsas esperanças para estes estudantes.

(Fonte:G1)

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